O vazio em cada curtida

19 de janeiro de 2018

No Facebook e no Instagram acompanhamos o registro de vários acontecimentos na vida dos nossos contatos: festas incríveis, livros de cabeceira cabeçudos, drinks e jantares elaborados, janelas de avião, céu azul na praia, piqueniques, risadas. No Foursquare também estão registradas as passagens por alguma galeria de arte incrível, aeroportos internacionais ou festas VIP. Por que tudo isso?

Imagem é tudo
As mídias sociais criaram uma silenciosa e acirrada disputa entre as pessoas para mostrar quem aparenta ter a vida mais bacana. Pensamos que estamos felizes com o que temos até nos depararmos com um update na rede social que sussurra o contrário: você poderia ser mais interessante. Não para você, claro, mas para os outros. De que adianta ser feliz sem platéia? Compartilhar um ideal de vida é a cauda de pavão virtual — e nem sempre corresponde à realidade.


Tudo isso reflete traços emocionais e psicológicos profundos em cada um de nós, interferindo na nossa auto-imagem, auto-estima e também na forma como nos relacionamos. Quando compartilhamos uma foto, um link ou um pensamento nas redes sociais, apresentamos fragmentos daquilo que desejamos que nos defina. Dessa forma, existe a necessidade de aceitação.

Um estudo australiano afirmou que o Facebook alimenta a necessidade de auto-promoção de usuários com característica mais narcisista e extrovertida. Ao mesmo tempo, são os solitários que gastam mais tempo na rede social, como uma forma de interagirem com o mundo. Receber um comentário em um post estimula a auto-estima e também pode aliviar uma solidão. As pessoas esperam ler o quanto ficaram bonitas na nova foto do perfil, como é lindo o lugar em que passaram as férias, ou como elas possuem bom gosto musical.

Ansiedade pela audiência
Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma angústia e ansiedade por feedbacks – estes que vem em forma de likes e comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável.


Pensando em todos estes números angustiantes, o estudante de Novas Mídias da Universidade de Illinois, Benjamin Grosser, desenvolveu o Facebook Demetricator: uma ferramenta que remove os números do seu Facebook. Ao invés de mencionar a quantidade, como “7 pessoas curtiram isso”, a ferramenta substitui por “pessoas curtiram isso”. E também não mostra mais quantos amigos a pessoa tem, ela simplesmente tem amigos.
Mais do que canais e aplicativos, as redes são responsáveis por um novo comportamento social. As emoções humanas foram afetadas muito além do que se imaginaria. Hoje lidamos com quatro grandes esferas emocionais: a exaltação do ego, a necessidade de auto-afirmação, a sensação de pertencimento e a sensação de obrigação. Com isso, vários sentimentos são desenvolvidos de maneira única e desproporcional: frustração, orgulho, inveja, raiva, arrogância, ansiedade, alegria, curiosidade, etc.

Selfie, logo existo
A celebração da imagem individual é, de fato, um hot topic. Ano passado, a palavra “selfie” foi eleita a palavra do ano pelo Dicionário Oxford. Segundo os editores do dicionário, o uso da palavra aumentou 17.000% desde 2012 — quando foi primeiramente utilizada em um fórum online australiano. O sociólogo francês Michel Maffesoli, um dos principais pensadores sobre questões ciberculturais da atualidade, vê nos selfies mais uma expressão contemporânea da iconofilia, essa adoração imagética num eterno looping.

Macaulay Culkin vestiu uma camiseta de Ryan Gosling vestindo uma camiseta de Macaulay Culkin. E a Internet deu conta de manter essa continuidade ad eternum.

Maffesoli diz que, de fato, as mídias sociais tendem a dispor uma figuração feliz de nós mesmos. É uma tentativa de dar à tribo que pertencemos imagens reconfortantes de nós mesmos. Essa aparente felicidade traduz um “pudor antropológico”, um elemento essencial do viver em sociedade. Uma tendência da pós-modernidade, que atinge em especial as jovens gerações, consiste em se acomodar ao mundo. Adaptar-se, ajustar-se a ele. Se a regra é selfie, nós nos encaixamos nisso.
Não há como não se identificar. Vivemos, de fato, na sociedade do espetáculo (com licença, Guy Debord). E, por estarmos imersos neste contexto, também participamos criando e reproduzindo auto-imagens. Qual é o motor desse comportamento? Adequação social? Afirmação da personalidade? Alimentação do ego? Necessidade de participação? Apaziguamento do tédio ou ansiedade? Seja qual for o motivo você — e eu — participamos disso.

15 de janeiro de 2018

“Isso vem se tornado uma maldição que carrego comigo todas as noites que me deito na cama, sozinho com meus pensamentos. Já amanhã levantarei sorrindo, colocarei belas roupas, usarei um excelente sorriso e tudo passará despercebido aos olhos de todos, menos a mim.”
Originalmente, Marilyn Monroe

ascentuando

4 de agosto de 2017

Acho que as postagens mais complexas e difíceis de externar em palavras são as de cunho pessoal, aquelas que exprimem mesmo alguns sentimentos, medos, incertezas, imaginações, pensamentos, inspirações..
Sexta-Feira, já é agosto há três dias, e o tempo não para de correr, minhas férias estão na reta final e já imagino e anseio pelas próximas. Havia me esquecido dessa sensação boa que é estar realmente em casa, antigos amigos, sentir-se livre, sentir-se em casa. Os dias tem sido tranquilos, preguiçosos, e nostálgicos. Em pensar que domingo volto pra capital, e a rotina se repete, dá um nó na garganta, e o sufoco tenta tomar conta, mas ainda consigo o domar. Como se não bastasse os anseios pessoais, ainda tem essa bagunça aqui no brasil, sobre toda essa sujeira que estão fazendo no pais, queria não me importar com isso, mas não é simples para uma pessoa sensitiva, então o jeito é ir a luta. 👊
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As vezes sinto um cansaço extremo, uma falta de inspiração, e os questionamentos vem a tona na maioria das vezes sem respostas. Um dos passatempos favoritos aqui no interior e sair com os amigos para barzinhos ou reuniões em casa, sempre acompanhado de algumas cervejas e cigarros, esse ultimo quesito estou tentando reduzir até largar de vez. Esse diário virtual tem sido uma válvula de escape para tanta coisa que se passa pela minha cabeça e as vezes não encontro métodos de externar. Não gosto muito de ficar em casa sexta a noite, mas uma gripe acabou me retendo hoje. Amanhã meus amigos estão a programar um acampamento em um povoado vizinho, e quem me acompanha sabe como eu amo acampar, ainda mais com minha turma, mas a viagem pra capital já no fim de semana, e coisas que preciso organizar até domingo me impedem de ir. Como seria bom se existisse um botão que frisasse alguns momentos, e desse next em outros.
Seguindo o baile, vamos para a tv ver o que está passando e se afogar em redes sociais. 👻

Sense8

21 de junho de 2017


É difícil descrever Sense8 em poucas palavras. É uma série de ficção científica; É um drama conjunto; É um comentário cultural sobre o mundo em que vivemos. É emocionante; É doloroso; É lindo - é tudo o que está acima. Mas talvez esse seja o ponto, como os oito estranhos que eventualmente se juntam para criar uma família única de "ˈsɛnseɪt" (indivíduos mentalmente e emocionalmente ligados em todo o mundo), são todas essas diferenças que se unem para formar uma série incrivelmente comovente e fantástica.

O que considerei mais forte em Sense8, sem dúvida, foi a relação entre o principal elenco de personagens: os oito senseits, bem como vários de seus amigos, amantes e aliados. Como Capheus, Sun, Nomi, Kala, Riley, Wolfgang, Lito e Will navegaram nas complexidades de sua conexão inesperada, a série também proporcionou aos telespectadores a oportunidade de conhecê-los de uma maneira única. O vínculo sensível, para melhor ou pior, é fortemente íntimo; Quando experimentam a turbulência emocional de outra pessoa, a dor física ou o prazer arrebatador. O público, por sua vez, adota o papel de um nono senseit, como uma janela através da qual nos deixa testemunhar tudo. Os senseits não podem esconder nada uns dos outros, e nada está escondido para todos nós seguindo a jornada. É por isso que os fãs da série são mais do que meros fãs; Eles também podem ser considerados familiares.



Vou sentir falta da série, dos personagens, desse elenco incrível e que transmitiu tão bem essa bela mensagem. Mesmo em seu curto tempo sense8 conseguiu transmitir sua mensagem de forma clara e profunda, absorvi ensinamentos incríveis sobre a vida e suas tramas.
Sou suspeito em escrever sobre a série, afinal, me tornei fã. O que o  Sense8  conseguiu realizar para o gênero de ficção científica dentro de 23 episódios não pode ser subestimado. Ofereceu comentários intrincados e envolventes sobre questões de sexualidade, gênero, política, religião e raça; Abrangeu oito cidades e sete países; Retratou a beleza da conexão humana, tolerância e compreensão; E isso me lembrou como o mundo pode ser grande, e que nossas histórias são mais universais do que percebemos. Independentemente das tentativas da série de criar um arco envolvente envolvendo uma conspiração governamental, nunca houve dúvida de que o que mais ressoou foi a sua mensagem sobre o amor.

Sense8 é o tipo de série que não enchia meus olhos, entretanto, esses dias vi um post da Maira em seu blog sobre o elenco da série e assisti o primeiro episódio, consequentemente fui ao segundo, e quando me dei conta já estava no ultimo episodio da primeira temporada. Fico triste quando percebo que algo tão maravilhoso tão terá uma continuidade, assisti lentamente a segunda temporada e imagino probabilidades que não irão existir, enfim, uma série sensacional que trás a luz reflexão  em todos os sentidos.

Piscinas naturais, em harmonia com a natureza e o ambiente.

12 de junho de 2017

Piscinas naturais não são só aquelas formadas espontaneamente em algumas regiões  próximas ao mar. Elas são também uma alternativa ecológica à piscina convencional, que requer cloro e outros produtos químicos em sua manutenção.
Uma piscina natural satisfaz a nossa saudade de descanso e relaxamento. A água pacífica acrescenta uma nova dimensão ao jardim, criando um efeito calmante e calmante. Uma piscina natural ficará deslumbrante ao longo do ano e também é uma maneira eficaz de melhorar a beleza do seu jardim no inverno.

O visual da piscina natural pode ser mais rústico, com pedras e areia, por exemplo, imitando um lago, ou então manter o aspecto da piscina tradicional, porém com uma área de plantas a mais. A tonalidade da água, de qualquer forma, tende a ficar esverdeada devido à presença dos organismos naturais.

A primeira preocupação que costuma vir à cabeça de qualquer um quando se fala de piscinas naturais é: “Mas fica limpa mesmo?”
Quanto a isso, existem algumas variáveis. A qualidade de execução da piscina, que deve ser feita por pessoal especializado, que sabe escolher as espécies de plantas e microrganismos adequados a cada situação e também construir a piscina da melhor forma. E também a presença ou não de animais na água como peixes ou patos. Se existirem esses animais, a água obviamente  fica com mais resíduos do que quando eles não estão lá. No entanto, podem ser utilizadas algas ou outros elementos para realizar a limpeza de maneira automática.

No final das contas, de maneira geral, as piscinas naturais tendem a ser uma opção melhor em termos de saúde, porque o impacto gerado por ela, mesmo se existir, é sempre menos agressivo do que o dos produtos utilizados na limpeza da piscina comum.

Confira algumas piscinas que seguem esse modelo natural pelo mundo:


AUSTRIA

Israel

Alemanha

Suiça

Alemanha

Confira mais fotos inspiradoras de piscinas naturais no link do projeto (aqui). Todas as imagens utilizadas no post tem seus direitos reservados ao projeto bio.top,

Pessoas acordam e criam suas máscaras.

26 de maio de 2017


Pessoas acordam e criam suas máscaras.
Não são elas artesãs que as criam para vender, nem tribais utilizando-as em rituais. Elas mascaram dores. A violência doméstica, talvez q perda de um ente querido, a homofobia, o preconceito racial..
Máscaras que não deveriam existir, se a paz e o amor reinasse no coração de todos os moradores da terra!

O ultimo fragmento.

4 de abril de 2017

Bem, houve um momento que eu achava que já havia superado aquele antigo amor que tanto mudou minha vida em todos os aspectos, entretanto, é significativo ressaltar o quanto um simples sonho em meio a madrugada pode mudar tudo, de novo. R nunca teve culpa de todo o amor e expectativas que criei a seu respeito, nunca alimentou tal sentimento. Não há outra pessoa para atribuir tal culpa se não a mim mesmo, fui muito ingenuo, acreditei muito e criei expectativas surreais a nosso favor; me recordo que sempre me tratou com extrema gentileza e compreensão em muitos sentidos, mas isso foi devido a seu bom coração com todas as pessoas, quando conversávamos sobre a vida e seus fatores sua mentalidade tão profunda para uma pessoa tão jovem era mais um dos fatores que me faziam cada vez mais se apaixonar.

Talvez eu nunca ame de novo outra pessoa com a mesma intensidade que foi no tempo de minha mocidade, grande parte de minha energia e amor foi oferecida para R. Me pego surpreso por estes sonhos mexerem tanto com minha estrutura emocional mesmo depois de tanto tempo, o pior de tudo foi a indiferença que se criou entre nós e nem a oportunidade de converter aquele sentimento em amizade eu tive, afinal fui enjaulado dentro de mim mesmo e todos os dias era açoitado com pinche e fogo do inferno, até que pude aprender a controlar toda essa escuridão que se instalou, e hoje me resguardo nela. Em cada sorriso que contemplava em suas redes sociais, uma lança flamejante rasgava minha alma, não foi fácil me adaptar a ideia de que tudo que sentia nunca iria se concretizar, nunca iria ser entendido, nunca iria ser correspondido, mas toda a culpa é minha, e da minha estupidez de acreditar que um dia fosse possivel.

Hoje, acredito que esta seja a ultima referencia em meu blog sobre R. Guardarei as melhores memorias que possa ter de alguém que me fez muito bem mesmo que de forma involuntária, e que me trancou em trevas sem ao menos perceber. Desejo aos céus que a felicidade e esplendor cubra a sua vida, e que me perdoe por algum transtorno que possa ter causado em sua jovem vida, tento seguir meus planos, e tem dado certo, talvez algum dia o destino me presenteei com tua amizade de novo, e as coisas possam ser diferentes, mas a probabilidade da certeza é que nosso contato foi rompido, o destino acabou-se por cumprir o que estava escrito.

Um velho colega seu, até porque amigos você falou que nunca fomos.
Não, nada de nada. Não, não me arrependo de nada. Nem o bem que me fizeram. Nem o mal, tudo isso hoje tanto faz!