desordem em ordem

Escrito por: Gislei GISLEI BRASIL, GISLEI, Gislei, G I S L E I, g i s l e i, G i s l e i Friday, 21 July 2017 ·
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Estive tentando organizar as coisas por aqui, até que refleti um pouco e percebi que estava remando contra a maré, e que era praticamente impossível eu organizar qualquer coisa antes de me organizar primeiro, antes de organizar essa confusão constante que vez ou outra volta a atacar, e se eu não a organizar agora vai chegar um momento em que vai ser tarde de mais. As duvidas sobre a universidade, as incertezas sobre a vida e a impotência de não poder prever com precisão esse futuro doido que o destino guarda pra gente. Mas com calma e direcionamento tudo vai se encaixando em seu devido lugar. E hoje já posso postar aqui com um pouco mais de precisão, e leveza.

Depois de colocar algumas coisas no lugar, finalmente, com mais leveza, e sem autocobranças, posso voltar a este espaço para compartilhar mais algumas histórias. Fiquei contra a parede esses dias, desde quando criei o blog, minha intenção nunca foi render fama ou renda com ele, mas sim compartilhar momentos e pensamentos. Analisando as coisas, visitando um blog aqui e outro ali, percebi que muitos dos antigos bloggers simplesmente sumiram, seus blogs evaporaram, suas histórias fantásticas desapareceram e seus domínios leiloados ou simplesmente venceram e nunca mais foram renovados. Acontece que ultimamente tem uma atmosfera fria e tenebrosa cercando o mundo dos blogs. Nada contra quem usa seus blogs para publicidade ou para compartilhar suas roupas fantásticas e caras, acho legal blogs assim, a diversidade é o que nos move. Entretanto acabei por sentir falta daqueles antigos amigos bloggers (falo bloggers porque me recuso a utilizar o termo blogueiro/a, mesmo que da-se a entender o mesmo).
Aqueles blogs sem muito compromisso com tendencias ou ditamentos, aqueles verdadeiros que compartilham histórias reais como elas realmente são. Com uma escrita mais tranquila e realística sem tanto superficialismo, nem sei se esta palavra existe. No mais, o que quero passar neste post é que estou de volta, e voltei com a alma mais antiga e renovada que nunca.

Um cigarro é um cigarro

Escrito por: Gislei GISLEI BRASIL, GISLEI, Gislei, G I S L E I, g i s l e i, G i s l e i Thursday, 13 July 2017 ·
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Este é um texto explicito, reprodução do original por Antonio Risério. →

É claro que não vou entrar com um cigarro aceso num elevador ou numa farmácia. Nem acender um cigarro dentro do seu carro, numa carona até à praia. Mas, por favor, não me convide para jantar ou para tomar um vinho em sua casa, se lá não tiver uma varanda, um quiosque, um jardim, um lugar qualquer, onde eu possa fumar em paz.

O aviso é indispensável, hoje. O cerco sobre os fumantes se fechou quase ao extremo. Em algumas casas, não há sequer um cinzeiro (a única palavra, aliás, que o meu amigo Laonte Klawa, fumante e esteta sensível, sabe em várias línguas, de modo a sempre ter um à mão, quando viaja). E, quando você acende um cigarro, não falta quem olhe atravessado ou de cima, ou mesmo faça algum comentário daqueles bem agradáveis e gentis, do tipo "você está se matando aos poucos".

Não me irrita, confesso. Mas, às vezes, tenho vontade de perguntar: e daí? Mesmo porque, alguns dos que me disseram isso já se foram solenemente para o outro mundo. Ou, como no verso de Maiakovski, partiram por dentro das estrelas. Bon voyage, é claro, mas, por enquanto, continuo por aqui.

"Por favor, não atrapalhe minha viagem autodestrutiva", costumava dizer, com aparente delicadeza, meu bom amigo Paulo Leminski, cortando de vez quem vinha com a conversa de que ele estava bebendo demais. E às vezes dá vontade de repeti-lo, diante do assédio mal-educado, ainda que bem intencionado, de não-fumantes e/ou antitabagistas.

O mais engraçado, por sinal, é que eles acham que todo mundo quer deixar de fumar. A cena é comum. Acendo um cigarro e, de imediato, alguém abre a boca para me falar de algum remédio ou método infalível, que vai me fazer abandonar o cigarro de uma vez por todas. Logo, a pessoa fica algo perplexa, desconcertada, quando declaro, tranqüilamente, que gosto de fumar e que não tenho a mínima intenção de me afastar do hábito ou vício.

Deixar de fumar é algo que, definitivamente, não está em meus planos. E um dos meus grandes prazeres, sem dúvida, é tragar longamente o cigarro, sozinho, no meio da noite, na varanda de minha casa, olhando o céu cheio de estrelas.

Na verdade, acendo um cigarro a propósito de tudo ou quase tudo. Para escrever, para fazer ou atender uma ligação telefônica, para dirigir o carro, para abrir a porta de casa a uma visita, antes de entrar no chuveiro ou no avião, depois de arrumar as compras do mercado, a fim de olhar as plantas ou brincar com os cachorros no quintal, antes de mergulhar na piscina, quando saio para andar um pouco, etc., etc.

Curiosamente, aliás, nunca tive o hábito do um-uísque-antes-e-um-cigarro-depois, em matéria de sexo. Nem fumo no meu quarto. Afora isso, sou uma chaminé.

Vício? Claro. Prejudicial? Sim - e não tenho a menor intenção de levar ninguém a começar a fumar, muito pelo contrário. Mas e você, quando é mesmo que, antes de deitar falação sobre os males do cigarro, vai parar de encher seus pulmões com os venenos com que os automóveis emporcalham o ar das nossas cidades? Quando é que vai fazer um "sit-in" na porta de alguma fábrica, em protesto contra a indústria automobilística?

Bem, é mais fácil e mais cômodo encher o saco de fumantes do que tentar impedir ônibus e caminhões de saírem da garagem. Daí que todos prefiram se esquecer de que estão sendo diariamente envenenados por esses veículos.

Além disso, o antitabagismo atual vem com o aval da moda e da mídia. Com o charme da vida supostamente saudável. E que antitabagista vai abrir mão de sair por aí poluindo a cidade com o cano de descarga prateado de seu próprio carro? Não, basta cutucar e incomodar um pouco o vizinho que abriu o maço, colocou um cigarro na boca e já vai retirando o isqueiro do bolso. Feito isso, missão cumprida.

Anos atrás, numa reunião em São Paulo, o publicitário (e amigo) Marcelo Kertézs, ao me ver fumando, perguntou: "Você não acha esse negócio de fumar uma coisa muito antiga?" Acho - respondi. E, depois de uma breve pausa, completei: mas foder é mais antigo ainda...

E, já que falamos de antiguidade, vale uma nota histórica. As recentes campanhas antitabagistas, em nosso país, começaram em São Paulo, com Paulo Maluf, que as importou dos EUA. De lá para cá, a coisa só fez crescer.

Mas a primeira campanha antitabagista, no Brasil, data dos primeiros tempos da colonização lusitana. Mais precisamente, data do início da colonização oficial, estatal, dos trópicos atualmente brasileiros. E foi movida pelos padres da Companhia de Jesus, pelos jesuítas comandados por Manoel da Nóbrega.

O tabaco, como se sabe, é planta americana, que os europeus desconheciam. Nossos tupinambás e tupiniquins adoravam fumar. Tratavam o tabaco de "erva santa". Os portugueses que vieram para cá, aderiram. Passaram a fumar - para desanuviar o espírito, para matar o tempo, para curar doenças. Os jesuítas não gostaram. Fizeram uma tremenda campanha contra o costume indígena. Historicamente, portanto, eu, fumante, descendo dos índios. E você, antitabagista, é filho de padre.

senti falta de um bom dia.

Escrito por: Gislei GISLEI BRASIL, GISLEI, Gislei, G I S L E I, g i s l e i, G i s l e i Monday, 10 July 2017 · ·
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Um pouco mais de duas da madrugada, e eu senti falta de um bom dia. Não costumava me importar muito com isso, recebo alguns "bom dia" aqui e ali, alguns muito importantes como de mainha♡ quando eu estou em casa e ela me acorda com um bom dia, ou quando estou na capital e ela me envia uma mensagem carinhosa com um caloroso bom dia. Mas a questão aqui é outro tipo de bom dia, aquele que mostra o envolvimento. Envolvimento estrangeiro. Bom dia que deixa ereto. Bom dia que revigora a alma. Bom dia que mostra que alguém se importa. E hoje eu senti a falta desse bom dia. Senti falta da vibração do celular, da mensagem recebida, e daquele bom dia. Relendo mensagens antigas arquivadas na galeria da memória arremessei-me a uns 3 anos atrás, no ensino médio, e senti como é forte esse bom dia. E mais uma vez, senti falta de um bom dia, daquele bom dia.

final de semestre, férias, s.o.s

Escrito por: Gislei GISLEI BRASIL, GISLEI, Gislei, G I S L E I, g i s l e i, G i s l e i Tuesday, 4 July 2017
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Já estamos na primeira semana de julho e nada de férias, quando eu vim aqui para a capital eu não fazia a minima ideia de como a vida acadêmica/universitária era complexa. Acostumado com os discursos de incentivo e os alto elogios nunca me liguei muito em estudar o dia todo, ou pegar firme nos estudos antes de fazer uma boa prova, o conteúdo das administrado nas aulas e as leituras consequentes eram o suficiente para garantir minhas médias sempre acima de 8, e quando estava fora de foco as vezes um 7. Eu imaginava que a vida na universidade não iria ser como o colégio, entretanto, não passava pela minha cabeça que as coisas iriam mudar tão radicalmente, em todos os quesitos, salientando aqui o do método de ensino; Já estou indo para o quarto semestre e percebo o quanto evolui, tive o infortúnio de ficar de final em uma matéria (chama-se a recuperação de final, vai entender). Hoje refletindo sobre o assunto, ressoou um choque em mim, quando finalmente percebi que precisava me empenhar mais para evitar situações como essa.

Quando percebo o empenho de meus pais para que eu tenha um ensino de qualidade e um nível superior decente, e o desejo de me ver um bom profissional realmente a motivação aparece e vem com uma força indescritível. Espero pelo próximo semestre, mas não com muita pressa haha, no mais, estarei mais preparado que o anterior! :)