20 de janeiro de 2020

Nem sempre nós ficamos com os amores das nossas vidas

Á um velho e verdadeiro amor, que mudou toda a estrutura de minha vida e soprou novos horizontes sobre mim. 2012.

Eu acredito em grandes amores. Mas falo e namoro como se não acreditasse. 
 Eu não tenho expectativas fúteis para o romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar a flutuar novamente. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados, que realmente gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e é feliz por viver numa época em que a monogamia não é necessariamente a norma. 
 Mas eu acredito em grandes amores, porque já tive um. Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isto existe no mundo físico.” O tipo de amor que irrompe como um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. 

O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que podemos pensar que poderiamos aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe. É amor do tipo “amor da tua vida”. E eu acredito que funciona assim: Se você tiver sorte, conhecerá o amor da tua vida. Tu estará com ele, aprenderá com ele, dará tudo de ti a ele e permitirás que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra. Mas aqui está o que os contos de fadas não te vão dizer – às vezes encontramos os amores das nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los. Nós não chegamos a casar-nos com eles, nem passamos anos ao lado deles, nem seguraremos as suas mãos nos seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos. Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores da nossa vida, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.
 Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores das nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes só queremos uma casa num pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes você tem um mundo inteiro para explorar e ele tem medo de se aventurar fora do seu quintal. Às vezes temos sonhos maiores do que os do outro. Às vezes, a maior atitude de amor que podemos ter é simplesmente deixar o outro ir.
Outras vezes, não temos escolha. Mas aqui está outra coisa que não irão te contar sobre encontrar o amor da tua vida: não viver toda a tua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado. Algumas pessoas podem te amar mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem te ensinar mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida. Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir. E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores das nossas vidas”?
Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida? Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas. Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas se terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido. 

 Encontrar e deixar o amor da sua vida não tem que ser a tragédia da tua vida. Deixá-lo pode ser a tua maior bênção. Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo.

14 de outubro de 2019

Armadilhas do ego


"Se você acha que é mais “espiritual” andar de bicicleta ou usar transporte público para se locomover, tudo bem, mas se você julgar qualquer outra pessoa que dirige um carro, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que ainda assistem, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber de fofocas ou noticias da mídia , mas se encontra julgando aqueles que leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, se tornar vegano, comprar só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você está preso em uma armadilha do ego.
Sempre esteja consciente ao se sentir superior. A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica.
O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorcê-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”.
Superioridade, julgamento e condenação.
Essas são armadilhas do ego."


“Eu liberto meus pais do sentimento de que já falharam comigo. Eu liberto meus filhos da necessidade de trazerem orgulho para mim. Que possam escrever seus próprios caminhos de acordo com seus corações, que sussurram o tempo todo em seus ouvidos.
⠀Eu liberto meu parceiro da obrigação de me completar. Não me falta nada, aprendo com todos os seres o tempo todo.
⠀Agradeço aos meus avós e antepassados que se reuniram para que hoje eu respire a vida. Libero-os das falhas do passado e dos desejos que não cumpriram, conscientes de que fizeram o melhor que puderam para resolver suas situações dentro da consciência que tinham naquele momento. Eu os honro, os amo e reconheço inocentes.
Eu me desnudo diante de seus olhos, por isso eles sabem que eu não escondo nem devo nada além de ser fiel a mim mesmo e à minha própria existência, que caminhando com a sabedoria do coração, estou ciente de que cumpro o meu projeto de vida, livre de lealdades familiares invisíveis e visíveis que possam perturbar minha Paz e Felicidade, que são minhas únicas responsabilidades.
⠀Eu renuncio ao papel de salvador, de ser aquele que une ou cumpre as expectativas dos outros. Aprendendo através, e somente através do AMOR, eu abençoo minha essência, minha maneira de expressar, mesmo que alguém possa não me entender.
Eu entendo a mim mesmo, porque só eu vivi e experimentei minha história; porque me conheço, sei quem sou, o que eu sinto, o que eu faço e por que faço. Me respeito e me aprovo.
Eu honro a Divindade em mim e em você. Somos livres."

(Essa antiga bênção foi criada no idioma Nahuatl, falado desde o século VII na região central do México. Ela trata de perdão, carinho, desapego e libertação.)

Saudações: Manifesto Visionário

10 de outubro de 2019

Ainda há luz na antiga blogosfera?

Foto Acervo 2018

Senta que lá vem história.. É complicado chegar aqui depois de tanto tempo e vir com explicações fajutas, que não seriam tão fajutas se pudesse decifrar com palavras tudo que vivi nesses últimos meses. A vontade e empenho que tinha de contar minhas histórias, talvez como um desabafo, como uma ânsia que surge e toma conta de tudo, já não era mais a mesma de 2012, quando criei esse blog, mas não era justo deixar esse espaço que mudou tanta coisa em minha vida abandonado, me lembro de tanta coisa boa que o blog me proporcionou, tantas amizades que surgiram a partir daqui, e tanto que o mesmo contribuiu para caminhos que não esperava em meus tempos de panico. Foi devido ao blog que decolei no twitter, e também no instagram, nesse ultimo nem tanto como o primeiro.

Sinto falta quando a blogosfera era viva e fértil, quando sentávamos para ler as histórias e cotidiano das outras pessoas, e as vezes ficávamos ansiosos esperando o próximo post daquele blog que gostávamos tanto, me recordo como me fascinava com as histórias da Lolla e suas aventuras no exterior, e como me inspirava com a vida da Manu do Notas Sobre uma Escolha. Infelizmente (ou felizmente para alguns) os tempos mudaram. Os blogs já não são mais despretensiosos, tudo é muito forçado e artificial, as pessoas preferem um conteúdo mais mastigado, existe mesmo que de uma forma sutil ou as vezes nem tanto assim, uma guerra por quem tem o layout que chama mais atenção ou o vídeo com mais like no youtube. Me sinto em uma terra estrangeira na web, a maioria dos blogs que eu seguia simplesmente desapareceram ou tivera seus domínios leiloados, alguns se adaptaram e viraram canais no youtube incríveis com conteúdos fantásticos, outros não resistiram. Entretanto boa parte da antiga blogosfera sumiu. Isso não é um protesto contra os novos modelos de blog, se é que assim o podemos chamar, acredito que tenha espaço para todos na web, mas uma queixa ao desaparecimento silencioso e sufocado dos antigos que ajudaram a erguer esse modelo.

Esses dias me peguei revendo alguns blogs que estão indexados no meu blogroll ainda se utiliza esse termo?, e o êxtase tomou conta de mim mais uma vez, resolvi dar uma nova chance ao blog, primeiro pensei em mudar a plataforma, há um bom tempo andava paquerando a plataforma do tumblr, tentei reconfigurar o domínio, mas a adaptação aos novos códigos base terminaria de matar o blog, foi então que regredi ao velho e bom blogger, dessa vez o mais minimalista possível; E depois de uma guerra com o css e html consegui deixar responsivo e acessível para as plataformas moveis que hoje são a fonte da maioria dos acessos. Para ser sincero o meu blog não esta aqui para atender as expectativas de ninguém, ele sempre esteve aqui para compartilhar histórias e é exatamente assim que pretendo o manter. Agradeço aos céus pelos leitores que surgiram e permaneceram com o passar dos tempos, se de alguma forma aqui chegaram, eram exatamente as pessoas que eu gostaria de compartilhar minhas histórias ou um copo de cerveja em uma tarde de sábado

Acredito que aquelas pessoas da antiga escola da blogosfera ainda estão por ai, e saibam meus amigos que não estão só. E eu estou aqui ansioso para ler vossas histórias e experiências.
Até breve, Giz :)

13 de junho de 2019

A titulo provisório

Eu estava no inverno da minha vida - e os amigos que encontrei pelo caminho eram meu único verão. À noite eu dormia e tinha visões de mim mesmo dançando, rindo e chorando com eles.
Três anos consecutivos em uma infinita turnê mundial e minhas memórias deles foram as únicas coisas que me sustentaram, e meus únicos momentos felizes reais. Eu era um cantor, não muito popular, que tinha o sonho de se tornar um belo poetizo - mas uma série de eventos desafortunados destruiu esse sonho e o dividiu como um milhão de estrelas no céu noturno, para que eu fizesse pedidos a elas de novo e de novo - brilhantes e destruídas.
Mas eu não me importei, porque sabia que ter tudo que você quer e depois perder isso tudo, é saber o que a liberdade verdadeiramente é. Quando as pessoas que eu conhecia descobriram o que eu fazia, como eu vivia - elas me perguntaram por quê. Mas não faz sentindo falar com pessoas que têm um lar, elas não têm ideia de como é procurar segurança em outras pessoas, procurar um lar onde você possa descansar a cabeça.
Sempre fui um menino incomum, minha mãe me disse que eu tinha alma de camaleão. Nada de uma bússola moral apontando para o norte, nada de personalidade fixa. Apenas uma determinação interna que era tão grande e oscilante quanto o oceano. E se eu dissesse que não planejava as coisas desse jeito, estaria mentindo, porque eu nasci para ser a espada mais flamejante. Eu não pertencia a ninguém - pertencia a todo mundo, não tinha nada - que queria tudo com o fogo de cada experiência, e uma obsessão por liberdade que me assustava tanto a ponto de nem conseguir falar sobre isso. E me empurrou para um ponto nômade de loucura que tanto me deslumbrava quanto me deixava tonto.
Toda noite eu costumava rezar para achar pessoas como eu - e finalmente achei - na estrada. Não tínhamos nada a perder, nada a ganhar, nada que desejássemos mais - exceto transformar nossas vidas em uma obra de arte. Viva rápido. Morra jovem. Seja selvagem. E se divirta.
Eu acredito no que a América costumava ser, no que o Brasil realmente era. Eu acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da estrada. E meu lema é o mesmo de sempre - acredito na gentileza dos estranhos.
E quando estou em guerra comigo mesmo, eu ando por aí. Só ando por aí.
Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais escuras? Você criou uma vida para você mesmo na qual é feliz para experienciá-las? Eu criei. Eu sou louco pra caramba. Mas eu sou livre.

GISLEI BRASIL MONTENEGRO.

28 de outubro de 2018

O ódio venceu uma batalha.

Na verdade me faltam palavras, não sei o que falar, apenas sentir. Entre rojões de fogos, fogos de racismo, fogos de homofobia, fogos de machismo, fogos de intolerância e barulho de tiros que escuto calado pela janela do quarto. Sinto um pesar intrínseco como quem recebe uma nota de falecimento, e de fato ao que parece ser, é o falecimento da liberdade e doce democracia a qual tanto lutamos. Entretanto, me acalmo ao estar convicto que está é uma derrota honrosa, que tem um sabor mais doce que o fel da vitória ao qual os fascistas se deliciam neste triste momento da história do pais. Momento o qual grande parte do Brasil, deixou o ódio a um partido os cegar, elegeram um fascista que faz apologia a tortura, dentre diversas outras barbaridades pregadas em seus discursos de ódio. Perdemos uma batalha, mas a guerra ainda não foi findada, e seremos resistência.
Que neste delicado momento, nós, que lutamos esta honrosa luta pela liberdade e ideais humanista os quais acreditamos venhamos a nos unir, segurando as mãos um do outro sem soltar, lutando e resistindo juntos. Então a todxs que lutaram esta boa luta, meu caloroso abraço e admiração. Estamos juntos e não ficaremos sozinhos. Que cuidemos uns dos outros sem se deixar abater pelo medo e repressão.

Hoje o Brasil perdeu, perdeu para o ódio, mas está guerra ainda não acabou.

16 de julho de 2018

eu, o blog e as mudanças.


Incontáveis foram as vezes que o blog vinha em meu pensamento nesses últimos dias e meses, muitas das vezes eu tinha idéias e pensamentos sobre projetos e até mesmo coisas aleatórias do dia para vir aqui compartilhar mas eu sou um desastre quando estou sob algum tipo de pressão. Existem alguns posts em rascunhos que um dia ainda vão emergir aqui, no mais por momento somente essas palavras de mudança e alguns retoques no layout.
Nos últimos quatro meses, muita coisa aconteceu. Fui convidado a ser diretor de eventos da atlética de enfermagem da minha universidade, o que era um dos meus objetivos. consegui um emprego na gigante Sephora, e já sai dele também. o final de semestre mais longo até o momento, e muitos atritos interpessoais e filosóficos procurando um espaço para fluir.

Entretanto com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo o blog foi ficando paradinho por um tempo, estacionou em uma vaga de quase esquecimento no webmundo e ficou um tempinho na reserva. Mas sempre me atiçava em um pensamento ou outro, até que depois de sacudir a poeira, organizar o que faltava e aproveitar o restante das férias da universidade resolvi da um pouco mais de atenção a este espaço que mais se compara a um djavã que qualquer outra coisa que eu tinha imaginado pra ele. Tadinho me acompanha a quase dez anos não é justo abandonar ele assim.

Nos últimos anos as coisas mudaram, a blogosfera mudou também. Sou péssimo em contas mas imagino que cerca de 60% dos antigos blogs migraram para o youtube e agora são canais que trocaram a escrita por algo mais mastigado, outros 30% desapareceram, talvez de desgosto com a tal mudança no web mundo e seus novos residentes, o que restam são 10% de blogs com a essência de blog mesmo, sem muita preocupação com toda estética exigida nos blogs atuais, e que só queiram de fato compartilhar suas idéias e pensamentos. Ainda assim desses últimos 10% talvez nem a metade se mantenha fluida como antes. Uma lástima.

Mudanças assustam mas as vezes são necessárias, imagino que eu não seja mais aquele adolescente de 2010 que criou um blog chamado quase meia noite que mais tarde se transformaria nesse diário que você está lendo, o blog mudou e eu também, entretanto, continuo aqui firme e forte para contar minhas histórias e dividir pensamentos que acredito.

Haaaa, eu ando utilizando outras redes também, olha só: instagram, facebook e twitter.
Obrigado a todxs que não desistiram de ler minhas histórias, e se você leu tudo até aqui, te espero até a próxima, seja ela aqui no meu blog, ou no seu caso você tenha um, nos vemos jájá. xoxo
© 2012/ Gislei | Código Base Maira Gall