14 de outubro de 2019

Armadilhas do ego


"Se você acha que é mais “espiritual” andar de bicicleta ou usar transporte público para se locomover, tudo bem, mas se você julgar qualquer outra pessoa que dirige um carro, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que ainda assistem, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber de fofocas ou noticias da mídia , mas se encontra julgando aqueles que leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, se tornar vegano, comprar só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você está preso em uma armadilha do ego.
Sempre esteja consciente ao se sentir superior. A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica.
O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorcê-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”.
Superioridade, julgamento e condenação.
Essas são armadilhas do ego."


“Eu liberto meus pais do sentimento de que já falharam comigo. Eu liberto meus filhos da necessidade de trazerem orgulho para mim. Que possam escrever seus próprios caminhos de acordo com seus corações, que sussurram o tempo todo em seus ouvidos.
⠀Eu liberto meu parceiro da obrigação de me completar. Não me falta nada, aprendo com todos os seres o tempo todo.
⠀Agradeço aos meus avós e antepassados que se reuniram para que hoje eu respire a vida. Libero-os das falhas do passado e dos desejos que não cumpriram, conscientes de que fizeram o melhor que puderam para resolver suas situações dentro da consciência que tinham naquele momento. Eu os honro, os amo e reconheço inocentes.
Eu me desnudo diante de seus olhos, por isso eles sabem que eu não escondo nem devo nada além de ser fiel a mim mesmo e à minha própria existência, que caminhando com a sabedoria do coração, estou ciente de que cumpro o meu projeto de vida, livre de lealdades familiares invisíveis e visíveis que possam perturbar minha Paz e Felicidade, que são minhas únicas responsabilidades.
⠀Eu renuncio ao papel de salvador, de ser aquele que une ou cumpre as expectativas dos outros. Aprendendo através, e somente através do AMOR, eu abençoo minha essência, minha maneira de expressar, mesmo que alguém possa não me entender.
Eu entendo a mim mesmo, porque só eu vivi e experimentei minha história; porque me conheço, sei quem sou, o que eu sinto, o que eu faço e por que faço. Me respeito e me aprovo.
Eu honro a Divindade em mim e em você. Somos livres."

(Essa antiga bênção foi criada no idioma Nahuatl, falado desde o século VII na região central do México. Ela trata de perdão, carinho, desapego e libertação.)

Saudações: Manifesto Visionário

10 de outubro de 2019

Ainda há luz na antiga blogosfera?

Foto Acervo 2018

Senta que lá vem história.. É complicado chegar aqui depois de tanto tempo e vir com explicações fajutas, que não seriam tão fajutas se pudesse decifrar com palavras tudo que vivi nesses últimos meses. A vontade e empenho que tinha de contar minhas histórias, talvez como um desabafo, como uma ânsia que surge e toma conta de tudo, já não era mais a mesma de 2012, quando criei esse blog, mas não era justo deixar esse espaço que mudou tanta coisa em minha vida abandonado, me lembro de tanta coisa boa que o blog me proporcionou, tantas amizades que surgiram a partir daqui, e tanto que o mesmo contribuiu para caminhos que não esperava em meus tempos de panico. Foi devido ao blog que decolei no twitter, e também no instagram, nesse ultimo nem tanto como o primeiro.

Sinto falta quando a blogosfera era viva e fértil, quando sentávamos para ler as histórias e cotidiano das outras pessoas, e as vezes ficávamos ansiosos esperando o próximo post daquele blog que gostávamos tanto, me recordo como me fascinava com as histórias da Lolla e suas aventuras no exterior, e como me inspirava com a vida da Manu do Notas Sobre uma Escolha. Infelizmente (ou felizmente para alguns) os tempos mudaram. Os blogs já não são mais despretensiosos, tudo é muito forçado e artificial, as pessoas preferem um conteúdo mais mastigado, existe mesmo que de uma forma sutil ou as vezes nem tanto assim, uma guerra por quem tem o layout que chama mais atenção ou o vídeo com mais like no youtube. Me sinto em uma terra estrangeira na web, a maioria dos blogs que eu seguia simplesmente desapareceram ou tivera seus domínios leiloados, alguns se adaptaram e viraram canais no youtube incríveis com conteúdos fantásticos, outros não resistiram. Entretanto boa parte da antiga blogosfera sumiu. Isso não é um protesto contra os novos modelos de blog, se é que assim o podemos chamar, acredito que tenha espaço para todos na web, mas uma queixa ao desaparecimento silencioso e sufocado dos antigos que ajudaram a erguer esse modelo.

Esses dias me peguei revendo alguns blogs que estão indexados no meu blogroll ainda se utiliza esse termo?, e o êxtase tomou conta de mim mais uma vez, resolvi dar uma nova chance ao blog, primeiro pensei em mudar a plataforma, há um bom tempo andava paquerando a plataforma do tumblr, tentei reconfigurar o domínio, mas a adaptação aos novos códigos base terminaria de matar o blog, foi então que regredi ao velho e bom blogger, dessa vez o mais minimalista possível; E depois de uma guerra com o css e html consegui deixar responsivo e acessível para as plataformas moveis que hoje são a fonte da maioria dos acessos. Para ser sincero o meu blog não esta aqui para atender as expectativas de ninguém, ele sempre esteve aqui para compartilhar histórias e é exatamente assim que pretendo o manter. Agradeço aos céus pelos leitores que surgiram e permaneceram com o passar dos tempos, se de alguma forma aqui chegaram, eram exatamente as pessoas que eu gostaria de compartilhar minhas histórias ou um copo de cerveja em uma tarde de sábado

Acredito que aquelas pessoas da antiga escola da blogosfera ainda estão por ai, e saibam meus amigos que não estão só. E eu estou aqui ansioso para ler vossas histórias e experiências.
Até breve, Giz :)

13 de junho de 2019

A titulo provisório

Eu estava no inverno da minha vida - e os amigos que encontrei pelo caminho eram meu único verão. À noite eu dormia e tinha visões de mim mesmo dançando, rindo e chorando com eles.
Três anos consecutivos em uma infinita turnê mundial e minhas memórias deles foram as únicas coisas que me sustentaram, e meus únicos momentos felizes reais. Eu era um cantor, não muito popular, que tinha o sonho de se tornar um belo poetizo - mas uma série de eventos desafortunados destruiu esse sonho e o dividiu como um milhão de estrelas no céu noturno, para que eu fizesse pedidos a elas de novo e de novo - brilhantes e destruídas.
Mas eu não me importei, porque sabia que ter tudo que você quer e depois perder isso tudo, é saber o que a liberdade verdadeiramente é. Quando as pessoas que eu conhecia descobriram o que eu fazia, como eu vivia - elas me perguntaram por quê. Mas não faz sentindo falar com pessoas que têm um lar, elas não têm ideia de como é procurar segurança em outras pessoas, procurar um lar onde você possa descansar a cabeça.
Sempre fui um menino incomum, minha mãe me disse que eu tinha alma de camaleão. Nada de uma bússola moral apontando para o norte, nada de personalidade fixa. Apenas uma determinação interna que era tão grande e oscilante quanto o oceano. E se eu dissesse que não planejava as coisas desse jeito, estaria mentindo, porque eu nasci para ser a espada mais flamejante. Eu não pertencia a ninguém - pertencia a todo mundo, não tinha nada - que queria tudo com o fogo de cada experiência, e uma obsessão por liberdade que me assustava tanto a ponto de nem conseguir falar sobre isso. E me empurrou para um ponto nômade de loucura que tanto me deslumbrava quanto me deixava tonto.
Toda noite eu costumava rezar para achar pessoas como eu - e finalmente achei - na estrada. Não tínhamos nada a perder, nada a ganhar, nada que desejássemos mais - exceto transformar nossas vidas em uma obra de arte. Viva rápido. Morra jovem. Seja selvagem. E se divirta.
Eu acredito no que a América costumava ser, no que o Brasil realmente era. Eu acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da estrada. E meu lema é o mesmo de sempre - acredito na gentileza dos estranhos.
E quando estou em guerra comigo mesmo, eu ando por aí. Só ando por aí.
Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais escuras? Você criou uma vida para você mesmo na qual é feliz para experienciá-las? Eu criei. Eu sou louco pra caramba. Mas eu sou livre.

GISLEI BRASIL MONTENEGRO.

28 de outubro de 2018

O ódio venceu uma batalha.

Na verdade me faltam palavras, não sei o que falar, apenas sentir. Entre rojões de fogos, fogos de racismo, fogos de homofobia, fogos de machismo, fogos de intolerância e barulho de tiros que escuto calado pela janela do quarto. Sinto um pesar intrínseco como quem recebe uma nota de falecimento, e de fato ao que parece ser, é o falecimento da liberdade e doce democracia a qual tanto lutamos. Entretanto, me acalmo ao estar convicto que está é uma derrota honrosa, que tem um sabor mais doce que o fel da vitória ao qual os fascistas se deliciam neste triste momento da história do pais. Momento o qual grande parte do Brasil, deixou o ódio a um partido os cegar, elegeram um fascista que faz apologia a tortura, dentre diversas outras barbaridades pregadas em seus discursos de ódio. Perdemos uma batalha, mas a guerra ainda não foi findada, e seremos resistência.
Que neste delicado momento, nós, que lutamos esta honrosa luta pela liberdade e ideais humanista os quais acreditamos venhamos a nos unir, segurando as mãos um do outro sem soltar, lutando e resistindo juntos. Então a todxs que lutaram esta boa luta, meu caloroso abraço e admiração. Estamos juntos e não ficaremos sozinhos. Que cuidemos uns dos outros sem se deixar abater pelo medo e repressão.

Hoje o Brasil perdeu, perdeu para o ódio, mas está guerra ainda não acabou.

16 de julho de 2018

eu, o blog e as mudanças.


Incontáveis foram as vezes que o blog vinha em meu pensamento nesses últimos dias e meses, muitas das vezes eu tinha idéias e pensamentos sobre projetos e até mesmo coisas aleatórias do dia para vir aqui compartilhar mas eu sou um desastre quando estou sob algum tipo de pressão. Existem alguns posts em rascunhos que um dia ainda vão emergir aqui, no mais por momento somente essas palavras de mudança e alguns retoques no layout.
Nos últimos quatro meses, muita coisa aconteceu. Fui convidado a ser diretor de eventos da atlética de enfermagem da minha universidade, o que era um dos meus objetivos. consegui um emprego na gigante Sephora, e já sai dele também. o final de semestre mais longo até o momento, e muitos atritos interpessoais e filosóficos procurando um espaço para fluir.

Entretanto com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo o blog foi ficando paradinho por um tempo, estacionou em uma vaga de quase esquecimento no webmundo e ficou um tempinho na reserva. Mas sempre me atiçava em um pensamento ou outro, até que depois de sacudir a poeira, organizar o que faltava e aproveitar o restante das férias da universidade resolvi da um pouco mais de atenção a este espaço que mais se compara a um djavã que qualquer outra coisa que eu tinha imaginado pra ele. Tadinho me acompanha a quase dez anos não é justo abandonar ele assim.

Nos últimos anos as coisas mudaram, a blogosfera mudou também. Sou péssimo em contas mas imagino que cerca de 60% dos antigos blogs migraram para o youtube e agora são canais que trocaram a escrita por algo mais mastigado, outros 30% desapareceram, talvez de desgosto com a tal mudança no web mundo e seus novos residentes, o que restam são 10% de blogs com a essência de blog mesmo, sem muita preocupação com toda estética exigida nos blogs atuais, e que só queiram de fato compartilhar suas idéias e pensamentos. Ainda assim desses últimos 10% talvez nem a metade se mantenha fluida como antes. Uma lástima.

Mudanças assustam mas as vezes são necessárias, imagino que eu não seja mais aquele adolescente de 2010 que criou um blog chamado quase meia noite que mais tarde se transformaria nesse diário que você está lendo, o blog mudou e eu também, entretanto, continuo aqui firme e forte para contar minhas histórias e dividir pensamentos que acredito.

Haaaa, eu ando utilizando outras redes também, olha só: instagram, facebook e twitter.
Obrigado a todxs que não desistiram de ler minhas histórias, e se você leu tudo até aqui, te espero até a próxima, seja ela aqui no meu blog, ou no seu caso você tenha um, nos vemos jájá. xoxo

22 de abril de 2018

coração turista

Saudade eu catalogo mas paixões eu não mantenho, que eu mesmo me interrogo quantos corações eu tenho. Que coração é esse que escuta e faz promessa, desperta o interesse mas depois não se interessa. Coração! que carma você tem? Que envolve todo mundo, entretanto não se envolve com ninguém.
Meu coração tem sido como um músculo de borracha que quer ficar perdido toda vez que alguém o acha, meu coração carente é um cofre de mistério, brincou com tanta gente que ninguém o leva a sério. Meu coração tem hora que prefere estar sozinho depois chorando implora uma esmola de carinho, de tanta crueldade que meu coração apronta virou propriedade que ninguém quer tomar conta.
Com juras ilegítimas, até breve e um talvez, não tem quem conte as vitimas que meu coração já fez; Meu coração turista bandoleiro e vagabundo promete amor à vista e dá calote em todo mundo.
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