terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sensibilidade, fator necessário, muito necessário.

Não é de hoje que comento aqui com vocês algumas experiencias que tenho em meus estágios em diferentes hospitais pela minha região, devido ao curso de tec. em enfermagem. (que estou perto de concluir, ebaaaa!) Então, passei uma semana na clinica cirúrgica do hospital regional de irerê, onde pude aprender muito, não só lições técnicas e teóricas, mas grandes lições extremamente pessoais e transformadoras.

A vida na enfermagem não é fácil, mas é compensador a forma de servir ao próximo com tanto empenho sem contar na contribuição que tem para a diminuição do nosso karma. Nesta semana pude observar tudo com um olhar crítico em cada detalhe, e ao analisar cada caso, cada diagnostico foi nítido o quanto é preciso ter sensibilidade diante de tais casos. Foi maravilhoso entender, o quanto um simples sorriso e uma apresentação simples, mudava totalmente a expressão dos pacientes, aprofundar com sensibilidade em cada historia e pincelar-lhes um pouco de esperança e conforto é tão gratificante que não há dinheiro que pague a sensação de paz e sintonia que obtemos ao ajudar ao próximo, e empenhar com amor cada função dentro de unidades como estas. Por um momento me senti em uma colonia espiritual como citada nos livros espiritualistas, e se sentir útil é um prazer indecifrável, pelo menos assim foi para mim.

Ao acompanhar uma enfermeira a um certo leito percebi que havia um paciente extremamente agitado, se movimentando de forma brusca e externando palavras fortes contra a equipe, me surpreendi ao contemplar a forma que a enfermeira reagiu a determinada situação, de forma calma, compreensível, confortadora, e analítica com o paciente. Que em lagrimas finas e silenciosas foi ficando calmo até descansar em um desabafo.
Acredito que esta foi uma das lições mais lindas que obtive em minha trajetória até aqui, o quanto a sensibilidade ao próximo pode mudar fatores, ordens e efeitos, foi uma das cenas mais lindas que já presenciei, e seria injusto não externar este espetáculo em palavras aqui.

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© gislei
Maira Gall