terça-feira, 21 de julho de 2015

transformações..

sabe, talvez este post se perca no tempo, alguém o leia, ou talvez ninguém nunca saiba dele, mas vou deixar um pouco de mim aqui. eu nasci em uma pequena cidade no interior da bahia, hoje a pequena cidade está crescendo, aos poucos mais está, quem sabe em um futuro ela cresça mais e mais. eu sempre fui muito feliz e alegre, e as vezes ainda penso que sou, mas francamente não sei o que está acontecendo comigo nos últimos 4 anos, tantas transformações que vem acontecendo em meu interior, em lapsos de memória paro e penso se ainda sou eu mesmo, se ainda é a essência daquele menino sonhador que está nesse corpo escrevendo esse post agora.
parece meio idiota, mas na minha infância eu morria de medo de dormir sozinho em um quarto, tinha medo de quase tudo, quando morria alguém da rua ou até mesmo da cidade era necessário uns dois dias para eu voltar a dormir tranquilamente. me recordo também de como eram bem mais frequentes os encontros de família, de como eu não queria nunca que aquilo mudasse, de que uma das minhas únicas preocupações era de manter bem lustradas minhas cartas de yu-gi-oh e não perder os episódios extras de pokemon que passavam aos sábados a tarde, sábados esses que eram bem movimentados, e que por sinal eu adorava, meus pais tinham um bar na rua da frente da casa, o cheiro de buchada e mocotó que invadiam minhas manhãs de sábado.

hoje o bar deu lugar a uma loja de conveniências, também gerenciada por minha família, o cheiro de buchada e mocotó nas manhãs de sábado ficaram apenas na memoria que em lapsos me lembram reflexos de infância. o medo dos mortos já não existe mais, talvez devido ao conhecimento e percepção do misticismo, espiritismo e etc.. nesse passar de tempo também iniciei um curso de tec. em enfermagem que já está quase no fim, e tem me proporcionado belas experiencias. penso até em fazer medicina, quem sabe. voltando as recordações me lembro quando aderir ao cristianismo e também me desliguei dele. na época do cristianismo conheci boas pessoas, e em uma noite de culto conheci uma figura misteriosa, era legnar, resplandecendo bem ali em minha frente, sai do templo por alguns minutos e não demorou para um amigo meu da época vir fora do templo falar comigo, e para minha surpresa me apresentou legnar, que tem laços sanguíneos com ele. as palavras estavam sufocadas, legnar perguntou a seu parente se eu era alfonico, foi a primeira coisa que eu ouvi de legnar, logo falei que não, que não era alfonico. ali ascendeu em mim o farol da paixão, meus olhos navegaram naquela direção, a milhas e milhas do cais, em busca daquela paz, que meu coração sonhou. pensando que era amor, eu me arrisquei de mais. deixei tudo para trás e me lancei no mar de quem até agora não soube me amar, e amei, por todos esses anos, amei como ninguém no mundo, sentimento assim ainda não sabia que existira. e já se passam mais de cinco anos nessa guerra comigo mesmo, e pior mesmo é que é um amor meio doido, as vezes legnar me faz pensar que também sente algo por mim, outras vezes me faz pensar exatamente ao contrário. nisso fico aqui, sem entender o rumo de meu coração, de minha vida, alimentando todas as noites esperanças de estar junto a legnar. talvez as coisas deem certo um dia, talvez e legnar possamos ter alguma coisa, ou talvez, os talvez vão se embora com o vento, e levem com eles o sentimento que arde em meu coração, e legnar seja apenas mais um nome em minha memoria. hoje legnar namora, mas não dou muita fé nesse relacionamento não, e não me importaria em ser segunda opção também não, no fundo eu me importaria sim, mas só em ter legnar por alguns momentos já valeria a pena. tenho que esquecer legnar, mas tá tão difícil, procuro defeitos em legnar mas cada vez que sondo só acho novas qualidades. quem sabe com tantas transformações que o senhor destino já me trouxe, não traga ele boas novas, que seja no tempo do tempo, mas que não demore, por favor..

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