domingo, 21 de junho de 2015

a tal da sofrência.

Acho que se eu estivesse passando por tal fator eu não saberia retratar tão bem o caso como acontecendo por terceiros. Apos os festejos juninos a cachaça e os efeitos deixados por toda festança, vejo minha amiga Joana de uma forma como jamais havia visto antes: na sofrência. "A sofrência" como falamos aqui no nordeste é um dito popular atribuído a quem esta sofrendo por amor, sofrendo muito. Enquanto na cidade vizinha as festas continuam e grande parte das pessoas pop's vão pra lá, ontem logo ao findar da tarde vou na casa de Gleu combinar com ela o horário que iriamos uma festa na roça oferecida por uma prima de minha mãe. Foi inacreditável ver a Joana chorando daquela forma por que o namorado resolveu para de correr atrás dela. Não me contive em profundas gargalhadas..

Por fim ao meio da noite partirmos para a roça, a festa estava estourada, isso sanguifica que estava muito boa, muita gente, muita cachaça, e muita comida em geral, afinal tinham matando um boi para comemorar tanto festejo. Joana pediu que trouxessem para ela um copo de Whisky, e trouxeram, trouxeram três.. e ela bebeu tudo no seco.. não demorou para externar os sinais do álcool com as lagrimas e o espetáculo. Logo que avistei um litro de Black Label não me contive ao tentar seca-lo, pena que a água de côco acabou a tempo e não me permitiu embebedar, afim que eu me contive com as garrafas de cervejas que eram abundantes.. Mas não consegui embebedar se esse era o foco.

Logo o ex que eu já não sei se é realmente ex de minha amiga gleicia chegou, e o stress reinou, a Joana já não se continha em pé, e eu doido pra embebedar pra começar a dançar no meio do terreiro mas o restante da galera, mas não foi dessa vez, vinhemos embora trazer Joana. Lembrando que Joana estava nessa situação por que no São João ela deu um toco no namorado, e quando quis reatar ele deu um de dificil e deixou ela nessa situação, mas eu tenho certeza que vão se acertar e no final de tudo irei ganhar a grade de cerveja que apostei com ela caso voltassem. Entre choro, lagrimas, espetaculos, e verdades soltas no ar, Joana acabou dormindo na casa de Gleu que é tia dela. Ninguém mais quis voltar pra roça e tive que me conter e vir pra casa dormir, isso que dá ser gente boa, mas não reclamo. Logo pela manha acordo com Joana me ligando pra sair, segundo ela não queria ficar em casa e queria beber cachaça pra esquecer o tal do amor e sair da tal da sofrencia. Saimos em direção a casa de nossa amiga Carolzona que também esta separada, veja só, quando chegamos lá já estavam em cana, Carolzona e Juliana, entretanto resolvemos ir para um niver que tava rolando na roça de uma conhecido nosso, cachaça foi nesse lugar, até Joana começar a se sentir mal, mal de amor. E por fim vinhemos pra casa, ela não queria ficar em casa, mas também não é nada produtivo ficar rodando na rua com quem ta sofrendo de amor, no meio desse furdunço todo só tive espaço pra rir, acho que sofro e já sofri de amor, mas pra ficar assim nunca! Mesmo quando nada der certo eu mesmo não que não vou chorar, se eu bebo é porque já amei, e amei de mais, bebo pra esquecer, pra me alegrar, pra ficar feliz, mais feliz que já sou por natureza. Mas cada um sabe a dor que o amor lhe penetra ao peito. E esse é meu relato de sofrencia, não sofrido por mim, mas acompanhado de camarote todos os detalhes, talvez outro dia eu volte falando que reataram ou que não tem mais jeito para os dois, mas de uma coisa eu tenho certeza, que não sofre nessa vida, na outra sera sofrido.

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Maira Gall