domingo, 19 de outubro de 2014

A festa

Escrever sobre esses assuntos até então um tanto delicados para mim não é nada convencional, mas como essa é a essência do meu blog é preciso. Como havia falado em um post anterior as mudanças em minha vida aparecem sem hora marcada. A noite passada foi maravilhosa, houve uma festa da banda Amor de Cinema aqui em Cafarnaum, e eu simplesmente decidi ir, chegaram de ultima hora alguns parentes e amigos de outras cidades, e eu decidi que não iria ficar de novo com vontade de ir porque alguém falou que não pode e que é errado. Nesse meio tempo eu pude perceber e dá execução ao plano de liberdade que há tempos planejo para minha vida. Na teoria tudo é lindo e simples, mas na pratica é bem diferente. No momento que decidimos viver nossa vida sem medos ou precauções tolas, temos que ter ciência que iremos ativar um padrão de inveja em algumas pessoas, que certamente fará o possível e impossível para propagar nossa história como bem entendem em suas versões alteradas de inveja.

Antes de ir para o clube onde aconteceu a festa, fiquei em um barzinho na praça com meu primo e alguns amigos, tempo suficiente para perceber diversos olhares intrigados que me sondaram quando passavam por aquele local, acredito que muitos se chocaram e pensavam consigo mesmo algo do tipo: "olha o crente enchendo a cara", ou "olha o crente safado no bar dos mundanos que irão queimar no lago de fogo e enxofre". Eu me colocava a se perguntar o que diabos tanta gente hipócrita queria passando toda hora por ali, sendo que havia mil e uma passagens para ir ao seus supostos destinos. Se não gostam do movimento, porque passar toda hora por ali? Se pregam contra tais hábitos, porque insistem em rodear os lugares mais movimentados da cidade de dez em dez minutos, sempre com os mesmos olhares de nojo misturado a uma inveja oculta? Finalmente percebi que simplesmente muitos tem o costume de passar por lugares assim por dois motivos, ou é por inveja de está lá, ou para ver se tem alguém conhecido por lá pra sair detonando em fofocas sem cabimento.

O sentimento de liberdade ao chegar na festa foi incrível, bebi, dancei, curti, curti muito, literalmente. A principio muitos se assustaram a me ver por ali, e não os julgo por isso, afinal até pouco tempo ambos me viam abaixo de dogmas e regras religiosas, que me libertei totalmente. Cada caso é um caso, acredito que possa sentir saudades sim de bons momentos que vivenciei em cultos e em momentos com amigos queridos que até então eu compartilhava da mesma filosofia e fé, e não pretendo me privar de momentos assim. Mas a decisão de viver livre, e tomar escolhas segundo a minha vontade, as minhas regras e leis é irreversível para mim. A festa foi apenas o principio de uma nova jornada que pretendo trilhar sem medos ou cobranças.
#ShakeItOut

2 comentários

  1. Ter liberdade em cima das nossas vontades é realmente muito bom, os problemas são as consequências, não? E no seu caso foi a inveja e a fofoca alheia. E concordo com você, ser reconhecido como um crente faz de muitas as vezes uma simples ida a uma festa uma arruaça na vida espirital e é bem constrangedor em muitas delas :/

    Abraços, Guilherme
    http://omeu-diva.blogspot.com

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  2. Sabe, curtir a vida não deveria ser visto como algo errado e invejoso. Todo mundo deveria curtir a vida, cada um do seu jeito. Exagerar e viciar sim, é ruim, faz mal e isso é relacionado a tudo, até o que é considerado bom. Tudo em excesso faz mal, até o bom em excesso faz mal e todo mundo sabe disso, só não quer ver. Complicado isso.
    Beijos! =**

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© gislei
Maira Gall